...Acre Infuso...
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[+] quarta-feira, 19 de julho de 2006 [+]

http://www.paisagensremotas.weblogger.terra.com.br/

+ por Fabio às 08:49:18 | Comentários [0].
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[+] segunda-feira, 21 de fevereiro de 2005 [+]

(Sequência 42)



Quase sempre a deriva.

Eles perderam-me esta manhã.

Cheiro de perfume nos pulsos.

Os lábios de An, musica para meu deserto.

- Aos que mataram meus sonhos...

Só minha mãe sabia que eu estava indo para a morte.
Deixei meus guias de proteção e parti para o inevitável;
Procurei olhar tudo pela ultima vez com olhos enamorados.

Até que enfim, Partirei doente...
Enquanto ando pela cidade Antonio Marcos canta só para mim...Nos meus ouvidos...
É o final...

(Insert) Leon seguiu o brilho das lantejoulas e se perdeu na noite...

Fim

(Insert) - Isto é para todos jovens homens tristes, para papai, mamãe, irmãos, sobrinhos, sobrinhas, familiares, dogs e para você Ângela, que mora nos meus olhos, e que ilumina meu olhar com a luz de seus cabelos e o brilho dos seus olhos cor de céu

Sobe Ficha Técnica

Curitiba 21 de fevereiro de 2005
Fabio Santiago


Em breve aqui endereço do novo Blog:

+ por Fabio às 17:18:27 | Comentários [14].
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(Sequência 41)



Você ficará como uma velha imagem gravada há tempos, esmaecida, distante, perdida na retina, perdida num piscar.

Se eu acreditei, posso dizer...Nada aconteceu...Sou um crisântemo ao vento

Com a boca seca sigo esperando...

Que venha o porvir num firmamento suave e cheio de janelas abertas...

(Sons sucessivos)

Não mais o frescor dos jovens, caminho lento pelos trinta anos; miúdo, incólume, olhando as flores nos jardins das casas...Perdido, sincero...

O que acontece comigo, isso aqui não é bom e muito menos puro...

Meus respeitos aos que acreditam...
(Ruídos perturbam a mente) - CHIIIIIIIIING

Desencosto a cabeça.

Não aconteceu nada
o tempo seguiu seu rumo
que venha o perigo nos versos
e perturbem os sonhos

Amanhã quando bater na porta não irá me encontrar...apenas o radio ligado, o livro aberto, o copo vazio...

+ por Fabio às 17:02:29 | Comentários [2].
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[+] quinta-feira, 27 de janeiro de 2005 [+]

(Sequência 40)



Eu não estou morto!!
O barulho ensurdecedor do vento me diz que não.
Eu não estou morto!
Ruído constante, vento nos ouvidos enquanto o automóvel corta a estrada a 180 por hora...VUOOONG

Serras circundam o lugar.

Paulatinamente a perda da memória
Tenho o Reflexo distorcido do seu rosto na água.
Trago um lamento...Uma canção na cabeça...ahhhhhhhhhh
As minhas ultimas impressões sobre a cidade
Meu arrebatamento...

Cortes na pele
Pele alva
Santiago longínqua.

Meu berro não se fez ouvido, efebo nu...Berro loucamente sobre os ombros...Ahhhhhhhhhhhhh

Verniz na pele.

Ela entrou na loja, fios de ovos no cabelo, calça jeans e seu casaco de pele bordô, rosto de anjo, cabelosluz...

O Sol nos seus cabelos, a cor do trigo nos seus cabelos, a cor dos girassóis nos seus cabelos, gema nos seus cabelos...
Seus cabelos...O automatismo da palavra...Leite quente...Língua solta...Descontrole...

Rebelde passou os olhos por mim.

Sussurro com a boca colada no braço dela
- sei lá...Sei láaaaaa...
Ela me olha.

Ali parado, devorando imagens.
Entorpece-me a sua lembrança...

Oh Cárcere de odiosa lama.

+ por Fabio às 18:02:56 | Comentários [5].
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(Sequência 39)



Sonho todos os dias com mulheres diferentes, digo, todos os dias. Tenho olhos úmidos...Não vi o trigo em dias de sol forte, bebi Cuba-Libre a tarde toda; Meus únicos amigos são os cães, companheiros como pitty, o velho e nervoso poodle branco comedor de queijos; como Jerry, carinhoso e esperto, sentado no meu colo enquanto eu lia Baudelaire e esse deixava o sol queimar a carne; Como o pequeno Nero, amigonovo singelo e misterioso...Portanto Longe de mim os desafetos.

Guardo minha musa no olhar.

Ela do outro lado, com seu pequeno shortinho...Eu fazendo morada na pequena janela do quarto...Resolvo ficar ali horas, observando...Quando percebe, fecha a persiana na minha cara deixando frestas...
Sei que está gostando...Percebo tirar a calça...Percebo a cor de sua pele...Balsamo olhar.

Permaneço ali, a cabeça encostada na parede, ouvindo o dia...

Há de existir na rota do estige, uma brisa acolhedora, zéfiro acalanto...

+ por Fabio às 17:57:49 | Comentários [1].
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(Sequência 38)



O dinheiro volta a terminar.
Devo ligar para meus pais.
- meu filho, arranje um emprego, como vai ser seu futuro...Deve tentar viver a vida e não ficar aí de fora, olhando tudo sem querer se envolver...
-estou tentando mãe...Queria poder olhar para o céu, para as lagrimas de Deus de outra forma.
- nada é fácil, não foi fácil para o seu pai também, deve adaptar-se.
- devo matar meus sonhos, mãe.
- infelizmente, se for preciso, deve...Não somos pessoas de posse...Quem sabe seus sonhos estejam errados...
- a velha luta de classes, só os ricos de dinheiro realizam seus sonhos.
- não é bem assim meu filho...Não queira enfiar o mundo...Nesse seu caos particular...Tudo é bonito quando se deseja isso...Por que não liga para sua menina...Por que não casa com ela...Deixe dessa bobagem...Viva...Seu pai vai falar contigo....
No silêncio adormeci.

(A estrada em travelling)
Meros encontros, tudo continua, alguns partem, outros seguem em frente.

(Falando baixinho) Faço tudo errado quando longe de você, bebo sem parar.

Hum cores explodem nos olhos, tão vivas.

Estava sedado.

Vagabundeamos juntos aquele dia, loucos para viver, para ver, para beber.

Pintamos o sete eu e meu personagem criado na infância com poucos traços.
Ele me falava coisas divertidas enquanto bebíamos num bar escuro

Homúnculos, versos, rimas e aliterações.

A multidão em sua sangria, vampiros no bar absinto roubando meus olhos, iluminando minha escuridão...Tornei-me cinzas.

Os últimos dias foram de pura contemplação

+ por Fabio às 17:51:00 | Comentários [1].
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[+] terça-feira, 21 de dezembro de 2004 [+]

(Sequência 37)



Hoje uma surpresa...Quem eu amo veio a minha morada
Li para ela Kerouac
"Gosto de muitas coisas ao mesmo tempo e me confundo inteiro e fico todo enrolado correndo de um destino falido para outro até desistir. Assim é à noite, e é assim o que ela faz com você, eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser a minha própria confusão" (J.Kerouac)

Ela apenas me olha, vi com exatidão toda a compaixão por trás do Chroma key dos seus olhos.

Um gole em suas coxas Longilineas;
Quadro de Modigliani jogado na cama;
Pequenas caricias, olhares miúdos;
Vermelho sangue correndo pela imensidão;
Vermelhos olhos

(Ela partiu sem ao menos dizer adeus).

- Não parta (falava baixinho); - não vá, dentro de ti sou só explosão, inquietude, vigor...Dentro de ti vivo bem, sou feliz...

O porvir demonstra-se inebriante, porém sem eficácia.
Pareço um trago mal digerido

+ por Fabio às 18:54:27 | Comentários [6].
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[+] quinta-feira, 25 de novembro de 2004 [+]

(Sequência 36)



Som abafado, um zunido e por fim o barulho...CHIIINNGGG

Viro a cabeça rapidamente tentando entender

Os loucos têm sede de tudo, salivam a cada instante...

Chuva catártica...
...Molha a fronte e segue o caminho, pois é o que temos.
Sem ter quem nos carregue no colo

Talvez eles tenham razão...Sou devagar... Meus dentes sangram todos os dias como numa contagem regressiva...Asfixiado, querendo falar...A falta de grana trouxe uma mudança profunda no olhar, no viver...

No bar da esquina guardei seu rosto para o resto da vida

+ por Fabio às 09:49:03 | Comentários [5].
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[+] segunda-feira, 8 de novembro de 2004 [+]

(Sequência 35)



Injeções de morfina amiúde...Versos e gentilezas... Na estrada ensolarada, o sol queimando seu batom...

...Seu batom de zinco contornava a face, o gelo estalando no copo, caipirinha açucarada...Tenho a vista turva...Dei meus olhos para esta cidade, dei meu olhar...Meus desejos.

Passou uma jovem pelo meu caminho, digo dessas de virar o pescoço.
Num dia tão quente como eu gosto passou uma jovem pelo meu caminho e fez virar todo meu corpo.

Eu o observador, devo cravar minhas lentes em sua anca antes mesmo de pensar seu nome...Sou quem te espia todos os dias sem notar...Vivo das janelas, dos cantos, dos arbustos, dos bancos de praça...Tenho muito tempo para olhar e muito pouco tempo para viver

Segui seus passos, ela puxava seu jeans até a ponto de apertar a carne, tornar-se uma só.

+ por Fabio às 09:59:28 | Comentários [2].
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(Sequência 34)



A chuva caindo lá fora (a cidade em travellings)

Dores fortes na cabeça - Ahhhhhhhhh
(sussurrando) - às vezes não consigo ouvir bem...
Raspo a cabeça, bebo uma dose...ahhhhhhhhhh

O mar não fica tão longe daqui.
Talvez 2 horas, talvez uns dias, uma tarde.

Pequenos pontos luminosos pipocam no meu olhar como pequenas estrelas douradas distraindo a percepção, roubando a realidade...Estrelas revoltas

Estou envelhecendo, triste e sozinho...

+ por Fabio às 09:54:27 | Comentários [0].
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[+] quinta-feira, 7 de outubro de 2004 [+]

(Sequência 33)



Os dias foram passando, recebia sua visita constantemente; Velho bonachão trazia a estiagem e o porvir.

Comecei a notar que sempre que sozinho ele aparecia, era um companheiro, um amigo desses que é tão difícil de achar.

Certa vez rompi o silêncio.
(Eu) - Você me visita quase que diariamente no período de 3 meses, nesse meu exílio consentido não deixou que me faltasse o alimento...
Ele vigiando-me.
(Eu) - como chegou a minha morada? Não abro a porta há dias, o telefone esta cortado...
Percebo que dele saíram histórias que muitas vezes, podiam ser minha infância, ou melhor, nele vejo agora a imagem da infância.

O jasmim trazido pelo vento encheu as narinas e o meu canto soturno se fez ouvido
Minha lira versa em pétalas de rosa
Tão branda...Suave...Serena.

+ por Fabio às 09:16:07 | Comentários [4].
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(Sequência 32)


Nessa fileira de contas...
...Abençoa os meus passos quando em esquinas úmidas e escuras eu beber a pequena flor de uma bela rapariga...
Abençoa meus passos...


De repente se aproxima de mim; senta-se o senhor de chapéu e casaco, sinto seu calor, sua respiração carregada.
(Ele) - odiado por todos
Sinto um certo ranço no seu discurso.
(Ele) - Naqueles últimos dias de desencanto tornei-me intragável, rompi o silencio em altos brados.
(eu) - Por que?, Por que?
Ele tira o chapéu, e meio sorrindo responde.
(Ele) - Era um kamikaze. Num certo tempo trazia o desejo de possuir amigos, então, tornava-me uma pessoa acessível, encantadora; mas logo vinha a tormenta e com esta todo o desejo de rompimento, fazia a minha vontade, rompia com tudo e todos, levava as relações aos limites e assim...
Corto seu discurso falando.
(eu) - tornou-se odiado por todos.
Ele sorri, com sua respiração pesada e me diz:
(Ele) - É, tornei-me odiado por todos.

+ por Fabio às 08:51:42 | Comentários [2].
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[+] sexta-feira, 3 de setembro de 2004 [+]

(Sequência 31)



Eu não estou morto...Claro que parte de mim se foi, morro a cada segundo, perco, sofro, parto, corto...Mas não estou morto, mesmo quando o céu pálido e o frio cortante tentam passar esta sensação...

Eu não estou morto apesar de matarem meus sonhos todos os dias...Alguns sorrisos só reluzem ouro, outros nem sequer ofuscam o olhar...Pequenos tapinhas nas costas que buscam evitar o pior...A partida...

O álcool me confunde e nessas horas não consigo pensar bem
Rôo as unhas e observo...Eu não estou morto me diz um amigo que acaba de ler minha face com apenas um olhar, ele diz que devo beber uma garota, lamber suas cavas, tomar seus orifícios de assalto...

A sorte passou por mim sem olhar para o lado

+ por Fabio às 00:09:46 | Comentários [5].
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[+] domingo, 1 de agosto de 2004 [+]

(Sequência 30)



No pequeno quarto de hotel.
- Para Van Gogh dou meus girassóis, para ele minha orelha perturbada, meu coração dilacerado...

Mais uma vez uma ode a loucura.

Escapa entre os dedos o cigarro, copo cheio, cuba-libre...Sua anca ali jogada na cama; tenho olhos tensos e vermelhos, sofreguidão...Desespero.
Deixaria uma longa barba para mostrar que não me importo...Na fumaça viajo a 180km/h...

Movimentos ensaiados, goles quentes, cobertores felpudos...

Derreto sua forma, cá o meu fragmentário.

+ por Fabio às 23:58:37 | Comentários [5].
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(Sequência 29)



O sublime
Sebastiana na janela
O sublime
Dicotomia
Perdido no silêncio.
Bebedeiras
Risadas
Entro em casa e cochichos tiram-me a tranqüilidade...Quem estaria ali?

+ por Fabio às 23:52:34 | Comentários [0].
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(Sequência 28)



Trancado nos transtornos da bipolaridade que em mim vigora.
Dou risadas altas ao porvir; quisera louco, quimeras douradas, cópulas soturnas e desvairados traumas... A exaltação do humor.

O orvalho amigo são gotículas de lítio em minha cabeça, pulsante...

Na pequena sala.
Essas malditas risadas estão me cansando, sou áspero e amargo amigo, não tenho tempo para jogos pueris...Estou velho e cansado, digo isso de forma notável e cruel, vejo nos olhos dos jovens um pequeno temor, misturado a desconfiança.

Pensei que a vida fosse mais, mas, no entanto é só isso, uma chatice sem fim, com inúmeros sonhos e desertas realizações...

Nada nos bolsos

+ por Fabio às 23:48:50 | Comentários [1].
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(Sequência 27)



Ela sorri, então, posso falar desse jeito.
(Eu) - Salve, este meu ultimo gole não estava bom.
Ela vigiando-me, como uma psicóloga ou uma psiquiatra.
(Eu) - Não sou muito bom com isso agora, não tenho mais palavras certas para tentar persuadi-la.
Novamente sorri e fala
(Ela) - Seja você, apenas você.
Dou um gole profundo e visceral na caipira.
(Sussurros na minha mente) - fui conquistado pelo copo...Ela também quer me conquistar...
(Eu) - Não sou uma pessoa fácil, nem tão pouco prática.
Ela sorve minhas forças com seu sorriso e o tal olhar perscrutador.
Noto em seu copo uma dose de tokay.
Chego próximo daquele rosto perfeito e colo meus lábios nos dela, seus olhos fechando junto aos meus...
Tudo depois não demorou.

+ por Fabio às 23:36:06 | Comentários [1].
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[+] quinta-feira, 8 de julho de 2004 [+]

(Sequência 26)


A própria candura atravessando a rua.

Calado o dia se fez.

Perco sempre por isso já carrego uma caixa de lenços para segurar supostas lágrimas que tentem correr diante dos distúrbios vividos.

Enquanto isso... Euforia causada...

Pessoas entram e saem do nosso caminho como palavras que saem da boca, como pensamentos perdidos, sonhos passados; queria saber o nome de todos, uma ficha funcional na minha mesa de bar.

Encosto a cabeça no asfalto e ouço o barulho dos carros, as pessoas passando, deleto rostos, deleto nomes, deleto sons...

+ por Fabio às 23:47:46 | Comentários [0].
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[+] quarta-feira, 9 de junho de 2004 [+]

(Sequência 25)



Com os olhos trancados.

Resolvo ligar para qualquer um e descrever minhas impressões sobre a vida, arauto difuso acabo maculando o sonho alheio sem possuir tal intenção... Impressões perdidas nas sombras.

Morro de ciúmes dos lírios...Ciúme dos teus lábios que tocam outros lábios, outros rostos.

Toda essa indiferença causava-me estranheza...Poderia cair ali, ignorado teria a face e os membros esfacelados por saltos cortantes que passariam por cima sem o menor remorso.

O automatismo da palavra.

Estranho para outros. Planejava o suicídio Por tantos anos, que já confundia a forma do ato.
Como seria?...Tão velho.
Palavras num caderno borrado.

A redenção nos meus pés.

+ por Fabio às 00:08:02 | Comentários [2].
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[+] segunda-feira, 7 de junho de 2004 [+]

(Sequência 24)


Fui numa sessão dessas ver West Side Story pela milésima vez.

Não era valente como os mitos.

Mangaba nos lábios, sua anca no olhar...

Encosto a cabeça na poltrona do cinema e fico ali.

Quero vê-la cidade
Ardente.
Fervilhante.
Solta nos olhares amiúde.

Predisposição para ficar ali olhando a vida passar como um filme de estrutura fragmentada...

Sou tão prolixo com a fala, deveria carregar um papel e uma caneta, ou um desses brinquedos portáteis...Escreveria...Não precisaria falar, tão tímido.

Obsessivo, bebo páginas em segundos, bebo imagens diárias e acordes longos.

+ por Fabio às 22:42:38 | Comentários [1].
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(Sequência 23)


A loucura resolveu trancar-me num quarto escuro às 10 horas da manhã

Eu não estou morto
Mesmo que os dias perpetuem o fato
Mesmo que minha namorada não queira mais seguir comigo...

Ele me olha

Chamava por Deus...Mas este, como sempre não respondia...

Às vezes não consigo ouvir bem - chiiiiiiiiiing

A tempestade afugenta a vida, assim como no frio todos se escondem.

Nos meus sonhos bebo whisky numa banheira enquanto fumo e escrevo, tenho pequenos óculos de leitura e uma música contempla o ambiente, a forte luz que entra por uma pequena janela clareia o pensamento.

Exacerbadas cores, saltam e engolem meu olhar.

+ por Fabio às 22:41:30 | Comentários [0].
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(Sequência 22)


Encontro à infância atrás daquele rosto que me cumprimenta de forma polida.
- como está?
Diz ele ainda usando meu nome no diminutivo, gosto disso, me lembra Vinicius de Moraes.
- Ora, vou levando a vida...
Pergunto.
- Tem visto o pessoal?
- Morreram dois dos nossos...
Só olho.
- eu casei.
Olho para o lado.
- As meninas estão todas casadas, lembra delas?
Claro que lembro delas, seria difícil esquecer, imagens que perduram com o tempo, aqueles uniformes escolares colados no traseiro todos os dias...
Digo
- não muito

Após o choque anafilático...

chego numa pequena rua, subo...

Números...Era algo simples, deveria digitar números, muitos números e às vezes letras, estas disformes, como códigos que só interessam para os que decodificam.
Digito de forma rápida...Passo os dados do papel para a tela...Dados jogados no saloon, verde pano na esperança que os números sejam os meus, olhos fixos, pontos negros no dado branco, micro-pontos nos dados brancos em contraste com o pano verde, olhos verdes fixando...números

Saio rapidamente dali...

Como filho mais novo não soube perder, estava protegido numa redoma feita sob medida para mim.

Acabo voltando sempre ao mesmo lugar, Circunlóquio.

Às vezes misturo sonho e realidade...Fico na dúvida se certas coisas ocorreram...

(ao som de flauta)...Sigo amordaçado, vou por entre ruas repletas, efebo na floresta de mármore.
Sou
, um sátiro com o fallo em riste e pés de bode...Sou cortejando ninfas em busca de cópula...

+ por Fabio às 22:40:58 | Comentários [0].
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(Sequência 21)


Desço o largo na aurora, sobre as pedras...

Meu mundo sonhado
Retinto
Febril

Era estrangeiro...

A vida só existe no verão, portanto, quero tudo abaixo do sol, digo, embaixo do sol.

Olho para o céu, respiro fundo...

Quero morrer na minha época do ano...Quero morrer no verão.

O forasteiro deve seguir rumo ao saloon...

+ por Fabio às 22:35:41 | Comentários [0].
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(Sequência 20)


Mamãe me liga.
Eu intrigado ouço
- Existe essa vaga meu filho, pouco dinheiro, pouca diversão, pouca consideração...Um emprego, como qualquer...
Penso um bocado
- Dê essa chance para a vida
Resolvo me vestir.

Tentaria um Bourbon antes daquele emprego. Depois dos 30 anos muitas coisas tornam-se difíceis como meninas novas, jogos de botão, roupas casuais, cabelos alaranjados, sorrisos constantes...

Preciso de força para passar os dias

Da janela, vejo uma jovem trocando-se. Ela faz disso uma rotina...embeleza o olhar.

Encosto a cabeça na parede...Passo uns dias...

+ por Fabio às 22:35:06 | Comentários [2].
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(Sequência 19)


...O silêncio da noite

Essa tal lua minguante acabou com os dias ensolarados de outrora, foi tudo se perdendo.

Afugento a sorte...Acho que na realidade não tenho sorte

Triste...
Triste...Palavra sublime

A tristeza levou meu olhar, adormeceu meu corpo, baixou minha esperança.

Nem o lítio podia mais me alimentar.

Na escuridão de seus olhos

Sei que ela encontra-se em algum lugar da cidade. Desesperadamente comecei a procurá-la por entre os fósseis.

- Hei garota, fale comigo, estou precisando de palavras amigas, delicadezas, gentilezas.

Embriaguei a prosa, tornei-a atormentada.

+ por Fabio às 22:34:18 | Comentários [0].
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(Sequência 18)


Ensolarado jardim

Um gole e todos brilhavam novamente...
A felicidade no rosto, o vento cortando a orelha; desço a rua com o sorriso esticando a face.

Caminho pelo sol de Brigittes que passam por mim com a permissão de Caetano Veloso.

Todos girassóis na minha estrada, todas miúdas com umbigos de fora a 24 quadros por segundo, todas cores fortes na retina, todo néctar, toda exacerbação, (sussurrando) pletora... Encharco a visão num dia em que o sol brilha mais forte...

Traficando imagens.

(Ruídos, abafam o som) às vezes não consigo ouvir bem...

+ por Fabio às 22:33:20 | Comentários [0].
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(Sequência 17)


Comecei a roer as unhas logo roia os dedos, pensei em mutilações, nada de estranho, um dedo, uns cortes...Comecei a ficar doente toda semana...
A indiferença tomou meus dias como um velho trêmulo que bebe sua dose no mesmo bar há mais de 20 anos
O nome da morte soou...Meus ouvidos fecharam para não ouvir, os ecos, a loucura chegando, beijei teus lábios...

Olhei para ela de modo a reparar suas formas, cravei minhas lentes por todo o corpo, vislumbrei sua alma.
- o que deseja??

Consigo ver os seus olhos esgueirando por entre a face

O frio corta a pele, em cortes finos.

Enquanto batiam na porta, eu deitado ouvia.
- acorde, já esta na hora.
silêncio
- acorde.
Pensava ali, catatônico...
- estou morto, estou morto...Não estou mais aqui, mas o corpo respondia a minha morte...O olho queria piscar, resistir, vislumbrar...O coração ainda queria bater

+ por Fabio às 22:32:22 | Comentários [2].
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(Sequencia 16)


Um amigo chegou de viagem hoje, rompi com o dia logo cedo, passei perfume, comi biscoitos, cortei as unhas, a barba não fiz, queria causar uma impressão, seja lá qual fosse ela.
Ele. Deveras jovem
Eu. Pálido
Ele. Em viagem de férias
Eu. Eternamente de férias
Ele. Come pausadamente, lê pausadamente, fala pausadamente.
Eu. Desesperado
Ele. Tem nos olhos o progresso
Eu. Tomo um café com chantilly e observo

Papai e mamãe, sempre tão belos aos meus olhos, tão bons, vou ter com eles, vou ter...

Sempre fui o avesso, muito branco, inconstante, esquecido...

Cada dia para mim possui uma cor diferente, uma textura diferente, uma vibração.

Não consigo levantar da cama...

+ por Fabio às 22:31:42 | Comentários [0].
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(Sequencia 15)


Caminho pela parte iluminada da cidade; evito as sombras.

Aliterações em verso e prosa...

Paro de fumar por cinco minutos...Disseram-me para esperar os homens de terno e cabelos grisalhos, pois estes resolveriam até a morte...São dialéticos, trazem nos bolsos traças e nas mãos a mortalha, iludem os que só são ouvidos...Trazem siglas como alicerces e possuem os olhos venais...Dizem que este ano um novo poderá subir qualquer rampa as custas dos sem face...Trará seu séqüito, beberá em festins, currará jovens necessitadas, enfim, sua voz irá ecoar pelos quatro cantos da nação...

Lembro ter visto certa vez um arauto, não usava terno, nem era nocivo.

Antonio Marcos e sua música ressoam na cidade nublada...

+ por Fabio às 22:31:08 | Comentários [0].
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(Sequência 14)


Sirenes permeiam os dias modernos, como grilos na noite...Tão presentes

Longe de entender a existência padeço...

Seria pedir demais... Delicadezas, bons tratos...
Não sou um vencedor.

A loucura chegando serena...
Amor perfeito na cor azul de seus olhos, desesperadamente azul na cor de seus olhos...

(memórias) No café mais próximo.
Um velho amigo, cerveja e alcatrão.

(Eu) - É mister sorrir em dias de desilusão, soluçar por paz, desejar.
(Ele) - Falam de você como tivessem propriedade, desejam odiar-te...Calunias açoitam a alma
(Eu) - Últimos licores.
Rubra noite.
(Ele) - vou falar sobre a revolução silenciosa, uma revolução sem glória, sem vencedores e vencidos, sobre as garrafas esverdeadas em bares carmim...
(sussurrando) - Noites de absinto.
(Eu) - Nossos sonhos de infância foram maculados.

(Um som auto corta o silêncio) WOOOOMMMMMMM

A infância e a adolescência vão ficando distantes na memória.

Coloca o seu rosto no meu peito minha bela, e seguiremos por entre as veredas da retidão, incólumes em ouro e pó.

+ por Fabio às 22:30:35 | Comentários [2].
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(Sequência 13)


Vou ter com os números, quem sabe a loteria seria a solução para sair dessa situação.

A tempestade tomou seu rumo.

Fixei morada nas sombras, bebi Whiskys, saboreei fragrâncias, expurguei demônios...
A margem, sempre a margem, vivendo nas sombras...
Encosto a cabeça na parede...Flautas ecoam pela cidade que dorme

Singela tristeza afastava de mim oportunidades

(Ruídos) O vento soprou por entre as portas da casa.

Em sua inocência, bebi...Bebi você em doses longas
por toda noite prateada, entre acordes disformes
e palavras soltas... Um trago, uns dias...

+ por Fabio às 22:28:40 | Comentários [0].
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(sequência 12)


Resolvi então parar de dormir

Um emprego, meus dias de solidão estão chegando ao fim.
- boa tarde, a respeito da vaga...
Chega uma bela jovem, percebo sua pequena calcinha por entre o jeans apertado.
- aguarde um instante, já vou chamar o responsável.

(Sussurrando) - nada de truques dessa vez, esqueça a luta de classes.

Ela deve ser uma espécie de secretária, daquelas que todos funcionários desejam currar atrás de uma velha mesa de negócios.
- pode entrar, o Sr Padilha lhe aguarda.
- valeu
Digo de forma serena, tentando impressioná-la.
Entro.
Em trinta minutos falo tudo que ele gostaria de ouvir, escondo fatos, misturo dialética com frases feitas de filosofia barata...
-vamos ver o que podemos fazer, até logo.
-até...

Não ter amigos importantes é um fator decisivo para o fracasso.

+ por Fabio às 22:27:23 | Comentários [1].
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(sequência 11)


O cadáver estava ali, olhando para mim, para o céu, para Deus, para o acontecido...O cadáver...Queria poder falar com ele naquele instante, perguntaria sobre o paraíso e todas aquelas coisas, como é Deus?? Existem mulheres aí, digo, fazem?...O cadáver deveria morar na vizinhança, deveria acordar cedo, beijar sua mulher e seus filhos, assistir o futebol em tardes de cerveja, deveria sonhar com mulheres de calça baixa, deveria trabalhar, agüentar gente imprestável que quer te ver pelas costas a semana inteira...Deveria ver pouco seus pais...Deveria sonhar...

(Gotas caem plact, plact)
Pingos, respingos no olhar...

Inconstâncias...
A má sorte me pegou...

Deliberadamente jovem...
Bebendo sozinho...
Adormeço...

(Grito)- AHHHHHHHHHHHH
Agora lembro do meu sonho, a feiticeira ardendo, andando de costas em frente a minha rua, levando minha vida para trás.
Eu sei quem é você feiticeira, eu sei!

Abismos...

+ por Fabio às 22:26:32 | Comentários [0].
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(sequência 10)


Vou escrever para você da cidade, exalando toda a angustia que passei aqui, todo o desespero que me causou de forma irreparável, vou dizer que o ser humano só quer poder, que não pode estar feliz vendo o outro feliz, parece lugar comum este meu discurso, vou dizer que não há interesse de matar a forme não, de dar casas, trabalho, comida...A desigualdade social é a forma da sociedade dominante oprimir, seja consciente ou inconscientemente...Não há mais saída...

Em dias de distúrbios emocionais...Tudo fica longínquo, azulado...

Não ficarei exilado, não farão sentir-me assim, quero ver a mesma rua de ontem, aquela por quem passei olhando fixo.

As veredas da retidão levam-me a estival.

+ por Fabio às 22:25:11 | Comentários [0].
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(sequência 9)


Eu não estou morto!!

Passo dias sem falar com alguém, talvez tenha ficado distante, áspero demais... Não consegui adaptar-me.

Encosto minha cabeça na parede...humm deveras farto, ali fiquei, ouvindo o dia...

Travellings: Pessoas caminhando, conversando, carros nas ruas...

+ por Fabio às 22:23:26 | Comentários [0].
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(sequência 8)


Um senhor parado conversando com amigos
- Senhor, pode responder-me uma coisa.
- Filho, não quero problemas.
- O senhor conseguiu ter um emprego, filhos, mulher, casa...
- Sim consegui
- Por que desse vinho não beberei
- Você quer beber filho

(um grito) - ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

(Ruídos, abafam o som) às vezes não consigo ouvir bem...

Queria que os dias fossem bons
Ode aos loucos

Fiquei ali, encostando a cabeça na parede, ouvindo a vida, o movimento nas ruas, nos quartos que circundam a pensão paga por meu pai e minha mãe com o dinheiro da aposentadoria; imaginava a menina deitada de bruços na cama, apenas com sua calcinha pueril, imaginava sua pele, sua anca...

+ por Fabio às 22:22:26 | Comentários [2].
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(sequência 7)


Uma oração para passar os dias...
Arrebato-me
(sorriso alto e forte) hahahahhahhahah

Desesperadamente queria as delicadezas do mundo, toda beleza em ouro e pó, Inconstâncias à beça, à beça...

As ruas que passei, tormentas que sofri, não desejei a multidão, nunca desejei a multidão.

(Sussurrando) "a desesperança é vizinha do aniquilamento" (C. Baudelaire)


velei os dias, aniquilei as formas, fervilhando, fervilhando...

+ por Fabio às 22:21:05 | Comentários [0].
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(sequência 6)


(ruídos fortes não me deixam pensar) CHIIIWOOONNNG
Seria apenas uma fase, diria ela, por quem meu coração bate mais forte.

Ah, doce donzela, passei anos a fio imaginando beijos, toques, doces caricias...ahhhh, a beleza singela das formas, ahhhhh, suave lembrança.

Nada que eu falar terá tal impacto, O automatismo da palavra, Os excessos, a tristeza que tomou conta do meu caminho....Fui traído por todos...

+ por Fabio às 22:13:25 | Comentários [0].
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[+] domingo, 6 de junho de 2004 [+]

(seqüência 5)


Aventurei-me (nervoso)
- Ei quer fazer parte dos meus sonhos?? (deveria dominá-la logo com meu discurso prolixo)
Ela sorri
- como??
- meus sonhos...
- é uma brincadeira???
- colocaria você na minha história, no meu caminho.
- humm, tenho que ir.
(Ruídos, abafam o som) às vezes não consigo ouvir bem...
(sussurrando angustiado) - você pode me ouviiir...
- tchau, prazer hein...
- (Sussurrava) vá para longe de mim, pra longeeeeeeee

Inquieto fixando sonhos,
Chego aos 30 anos hoje

Talvez devesse não mais sair de casa, talvez devesse olhar os jornais estampando manchetes, carnificinas sensacionalistas nas ruas, talvez devesse mendigar por moedas prateadas e douradas em dias de chuva...
ele me olha...

+ por Fabio às 20:44:41 | Comentários [0].
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(seqüencia 4)


este sou eu caminhando sem mulher, sem sonhos, sem filhos, sem casa, carro, cartão de crédito, empregada, amante, lavadeira, cortador de unhas, torradeiras...
este sou eu...acordo cedo e vou beber.
Sempre me sensibilizei com os cachorros nas ruas, perambulando como eu... sem um lar, sem trabalho, comendo aqui e ali...
logo uma menina muita linda rouba-me a razão, logo vou ter com ela...

+ por Fabio às 20:44:04 | Comentários [2].
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(seqüencia 3)


não sei onde estão os vampiros que habitam o lugar, consigo ver à mesmice em rostos que passam pelas estreitas ruas...
(sussurrando) você já viu seu rosto hoje...
(a cidade em travellings)

+ por Fabio às 20:43:21 | Comentários [0].
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(seqüencia 2)


Eu não estou morto
Acordei hoje cantando belas melodias
(ruídos) JIMMMMMMWOMMMMMMM
gosto de olhar nos olhos, costumo sempre sorrir, esconder a dor, enganar à mim,

+ por Fabio às 20:40:35 | Comentários [0].
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"A arte a relógio
É a parte do diabo
Perdeu-se, buscai.
Quem? A idade de ouro
É o acre infuso
Água, olhos, terra"
(A. Rimbaud)


(seqüencia 1)


Não estou morto!! Mesmo que a má sorte tenha vindo para deter-me
(sussurando) não estou mortooooooooo

+ por Fabio às 20:33:52 | Comentários [1].
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